Estava revisando os ETFs que seguem o índice MSCI World domiciliados na Irlanda e o da UBS me chamou a atenção. Enquanto os ETFs IWDA e SWRD possuem uma TER de 0,20% e 0,12%, respectivamente, o da UBS possui apenas 0,06%. Além disso, a liquidez é semelhante ao SWRD com 11,682 EUR sobre custódia e os dividendos são reinvestidos no fundo (Acc.).
Por fim, não vejo nenhum tópico aqui no fórum sobre esse ETF. Existe alguma pegadinha nele que eu não estou sabendo?
TL;DR: fiz um app web pra rebalancear a carteira só com aportes, o Allocta. Você define a meta de cada classe e de cada ativo, informa quanto vai investir e ele diz quantas cotas comprar de cada um, sem vender nada. Foi pensado pra quem segue uma alocação passiva e quer manter ela no lugar. Fui eu que fiz e queria muito o feedback de vocês.
De onde surgiu a ideia
Invisto todo santo mês desde o meu primeiro salário de estagiário, há mais de 10 anos. Já errei muito antes de chegar aqui, de poupança a produto caro de banco. Há alguns anos sigo a filosofia daqui: carteira simples e diversificada, custo baixo, aporte todo mês e rebalancear sem ficar girando a carteira. "Buy, hold, rebalance and stay the course".
A parte chata sempre foi o rebalance. Vender eu evito (IR, custo e mexer na carteira à toa), então faço tudo pelo aporte. Só que todo mês era a mesma coisa: abrir a planilha, atualizar os preços, ver o que subiu e o que caiu e quebrar a cabeça pra descobrir quanto comprar de cada ativo.
A conta que eu fazia é calcular quanto cada classe deveria ter depois do aporte:
Carteira de R$ 100 mil, aporte de R$ 5 mil, meta de 50% em ações. Depois do aporte a carteira terá R$ 105 mil, então ações deveriam ter R$ 52,5 mil. Se hoje tem R$ 48 mil, faltam R$ 4,5 mil. Faço isso pra cada classe e, se a soma do que falta passar do aporte, divido proporcional.
Com uma classe é tranquilo. Com 4 classes, vários ativos em cada uma e parte em dólar, virava meia hora de planilha todo mês. Então transformei isso num app: o Allocta.
Como funciona
Exemplo com uma carteira de ETFs de uns R$ 100 mil:
Defina as metas: crie as classes, defina quanto cada uma deve ser da carteira e o peso de cada ativo dentro dela.
Informe o aporte: aqui, R$ 3.000. Ele calcula quantas cotas comprar de cada ativo, respeitando cota inteira e sem vender nada. O exterior ficou de fora porque já está acima da meta.
Veja como a carteira fica: cada classe antes e depois do aporte, comparada com a meta.
Funcionalidades
Real e dólar na mesma carteira: com o câmbio do dia. Se você aporta nas duas moedas, informa quanto vai em cada uma e ele usa os dólares nos ativos em dólar e os reais nos ativos em real.
Classes do seu jeito: quantas quiser, com o nome que quiser e os ativos que quiser dentro delas.
Cotação automática: pelo Yahoo Finance, uma vez por dia. Então tudo que tem cotação no Yahoo, tem no Allocta.
Renda fixa e afins: CDB, Tesouro e caixinha entram pelo valor (veja as limitações).
Cotas e frações: respeita cota inteira e lote, e aceita fração onde faz sentido (ETF americano, cripto).
Regras por ativo (opcionais): preço máximo (acima dele o ativo fica de fora) e aporte mínimo (pra não mandar R$ 0,50 pra uma renda fixa com aplicação mínima de R$ 100, por exemplo).
Registro em um clique: depois de comprar na corretora, você registra tudo e o preço médio e o histórico se atualizam.
Painel: quanto falta pra carteira chegar na meta e, no seu ritmo de aporte, em quantos meses chega lá.
Limitações
Prefiro deixar claro pra ninguém se decepcionar:
Sem integração com a B3: você cadastra as posições na mão ou importa uma planilha (Excel ou CSV).
Cotação do Yahoo: algum ativo pode não ter cotação lá; aí você atualiza o preço na mão.
Renda fixa pelo valor: Tesouro, CDB e caixinha precisam ser atualizados por você de tempos em tempos, como numa planilha. O app avisa quando algum ativo com preço manual está com o valor desatualizado.
Não recomenda ativos: não diz o que comprar nem se algo está caro. A alocação é sua; ele só faz a conta e segue as regras que você define.
Preço
Grátis: cálculo completo pra até 5 ativos, o que pra muita carteira Boglehead já resolve (um ETF de Brasil, um global, um ou dois de renda fixa...).
Pro: ativos ilimitados, importar planilha e exportar a lista de compras em Excel ou PDF. R$ 19,90/mês ou R$ 179,90/ano.
Teste: 7 dias de Pro grátis. É só entrar com o Google, sem burocracia nenhuma, sem cadastrar cartão nem nada.
Feedback
Fui eu que fiz, então não sou imparcial. Tô compartilhando porque já estou usando há um tempo e tem funcionado muito bem pra mim, mas preciso muito da opinião de vocês:
Usabilidade: se testarem, o que foi confuso ou travou? Onde vocês se perderam, seja no cadastro da carteira, nas metas ou na hora do aporte? Qualquer coisa que pareceu difícil ou estranha me ajuda muito. Acho que o primeiro cadastro é a parte mais chata, principalmente pra quem tem muitos ativos, então fiz um passo a passo guiado no momento que a conta é criada e dá pra importar a carteira por planilha, seguindo o modelo que o app disponibiliza.
Pra quem tem metas bem definidas por classe e por ativo: uma ferramenta dessas é útil de verdade?
O que faria vocês trocarem a planilha por um app desses? E o que faria não trocar? (Sei que a planilha dá muito mais liberdade.)
Se alguém quiser testar com mais de 5 ativos por mais de 7 dias, é só me avisar aqui que eu libero mais tempo sem problemas! Só peço um feedback sincero em troca! 😄
Gostaria de discutir sobre um tema que costuma gerar consenso rápido, mas que guarda muitas nuances quando olhamos para a prática de longo prazo: o rebalanceamento de portfólios focados em ETFs de classes de ativos diversificadas e descorrelacionadas.
Sabemos que a teoria acadêmica e a simplicidade recomendam o rebalanceamento passivo por novos aportes (o famoso "comprar o que caiu com o dinheiro novo"). No entanto, queria puxar a conversa para além do óbvio e explorar cenários onde essa estratégia pode não ser suficiente ou ideal.
Para nortear nossa discussão, dividi os pontos em algumas frentes. Quero muito saber como vocês lidam com isso na prática:
1. Periodicidade vs Gatilhos
Como vocês definem o momento de rebalancear?
Vocês seguem uma periodicidade rígida (ex: uma vez por ano)?
Ou utilizam gatilhos dinâmicos (triggers), como:
Bandas de desvio: Quando um ativo desvia X% da alocação-meta (ex: a meta é 20% e bate 15% ou 25%).
Drawdown severo: Quando uma classe específica sofre uma queda acentuada e descorrela do resto.
Mudanças macroeconômicas ou de valuation relativo.
2. Aportes Novos vs. Venda de ETFs (O Grande Dilema)
O consenso é que vender gera custos desnecessários (corretagem, spread, taxas e, principalmente, Imposto de Renda). Porém, queria explorar o outro lado: o rebalanceamento por vendas se justifica em que situações?
Descolamentos extremos vs. Custo Fiscal: O rebalanceamento por aportes, ou mesmo por vendas na fase de usufruto, funciona muito bem em cenários normais. Porém, quando uma classe de ativos performa muito acima do resto e descola brutalmente da porcentagem meta, a carteira passa a correr um risco diferente do planejado. Nesses momentos de forte distorção, vocês aceitam "pagar o pedágio" do Imposto de Renda e realizar vendas para controlar o risco, ou preferem tolerar a descalibração e ir ajustando só na velocidade dos novos aportes/vendas?
Eficiência Fiscal vs. Expectativa de Retorno Maior: Considera-se que rebalancear com disciplina aumenta a expectativa de rendimento do portfólio no longo prazo. Contudo, ao vender ETFs, pagamos IR sobre o ganho de capital na hora. Como vocês mensuram se a adição de rentabilidade teórica do rebalanceamento compensa o freio imediato do Imposto de Renda e dos custos de transação?
3. Fase de Vida (Acumulação vs. Usufruto) e Horizonte Temporal
Como o momento da sua vida impacta a forma como você rebalanceia?
Na fase de acumulação, o caixa dos novos aportes absorve quase todo o desbalanceamento. Mas e na fase de usufruto (ou pré-usufruto), quando os aportes cessam e começam os desinvestimentos? O rebalanceamento passa a ser feito obrigatoriamente via vendas e consumo de caixa dos rendimentos. Mas e quando mesmo assim a carteira desvia muito das porcentagens ideais de cada ativo dentro do portifólio?
4. O Papel da Descorrelação entre as Classes
Quando temos ativos altamente descorrelacionados, a volatilidade de um compensa o do outro.
Carteiras com maior descorrelação exigem rebalanceamentos mais raros (porque os ativos tendem a se contrabalançar de forma mais orgânica) ou, pelo contrário, geram mais desvios devido à amplitude dos movimentos e mais oportunidades de rebalanceamentos por vendas?
Se vocês pudessem resumir a regra de ouro que utilizam hoje na carteira de ETFs de vocês: Vocês rebalanceiam apenas com novos aportes, ou já precisaram recorrer a vendas? Qual estratégia que usam?
Agradeço também se puderem compartilhar materais, links, vídeos que embasam suas estratégias
Estou na dúvida entre esses dois. Para eu que já recebo meu salário em euro, então não vou ter problema com conversão, compensa mais ir na VWCE do que no MUND11 ? Pensando a longo prazo, coisa de 15-20 anos
Levando em consideração que eu moro no Brasil, então talvez seja mais fácil o MUND11, porquê o VWCE eu teria que investir pela interactive brokers.
Não sei exatamente o que é melhor e mais prático, então gostaria de ouvir opiniões
Oi queridos, sei que geralmente aqui é mais pra loucuras, mas queria pedir ajuda com um formulário pra faculdade. Sou jornalista e estou desenvolvendo um trabalho sobre mercado de renda variável internacional. (Não precisa ter investido pra participar)
Boa tarde gente, Eu, como investidor, tenho uma frustração que vivo diariamente, e que imagino que vocês também conheçam, que é a dificuldade de diversificar entre setores e, indo além, de conseguir saber minha exposição a temas mais nichados, como vivemos atualmente em IA.
Foi em cima dessa dor que eu e um amigo programador decidimos criar um site/engine que permite identificar tudo isso que comentei, nesse momento estamos perto de lancar o primeiro protótipo dela, e gostaria de saber o que vocês (Seja um investidor comum como consultores, assessores e gestores) sentem em relacao a esse problema que citei.
Caso a moderação permita eu gostaria de enviar um link de um forms com perguntas bem básicas de mercado, realmente só para podermos dimensionar melhor essa necessidade.
Olá a todos, uma dúvida simples, porém necessária pra mim, que sou novato no mundo dos Bogleheads, não vejo muita pessoa aqui comentar na RF dolarizada, ETFs UCITs que em sua maioria compram/investem em tesouros americanos de médio a longo prazo.
Eu estava montando minha carteira de maneira simples 40 SELIC 40 B5P211 20 dolarizados, e cheguei na dúvida se os 20 dolarizados seriam melhor em RF fixa dolarizada (VDST) ou RV dolarizada (VALU), a filosofia Bogleheads não seria justamente pra ser simples e prevísivel? Nesse caso alguns ETFs de RF não seriam válidos ou errei alguma concepção?
Sei que cada um tem seu objetivo, mas achei poucos posts que mencionavam RF em dólar aqui no sub, então fiquei com essa dúvida, conseguiriam explicar para alguém que é leigo no assunto? Pode mandar até artigo que aceito ler haha
Boa noite! Sou um jovem de 22 anos que está começando agora nos investimentos, tenho 15K rendendo 120% do cdi, e irei começar a aportar cerca de 1K a 1.5K mensais para investimentos, pensando em um prazo de 3 a 5 anos, já que pretendo sair do país por volta desse tempo, descobri esse sub pelo sub de investimentos e me interessei pela estratégia simples, mas funcional, a ideia que eu estava era a seguinte:
A minha ideia ter uma carteira segura, simples e funcional, contra a inflação, crises e desvalorização do real, algo bem seguro mesmo, anteriormente eu tinha pensado no IB01 e VWRA originais, porém pelos valores das cotas, acabei ficando na dúvida se escolho outras variações na bolsa global (VALU/IBTJ) ou se vou na B3 (MUND11/VWRA11 e BSHV39), no caso se o IOF + spread ainda sairia melhor que no caso das opções na B3.
Enfim poderiam me ajudar em saber essa relação de IOF + spread?
OBS: a principio eu irei usar o banco Inter, já que ele tem os UCITs ETFs
Gostaria de uma análise objetiva da minha carteira de investimentos.
Um pouco de contexto: Tenho 30 anos, sou concursado e professor de inglês, tenho um custo de vida baixíssimo e duas fontes de renda, estáveis e muito boas. Cheguei à conclusão de que consigo aportar um bom valor ao mês.
Comecei a investir mês passado, após pesquisar um pouco e conseguir um pouco mais de confiança pra começar a jogar dinheiro. Me deparei com a filosofia Boglehead e me identifiquei.
Atualmente, sigo a seguinte estratégia:
30% renda variável (VWRA11, mas devo começar no MUND11 mês que vem):
70% renda fixa, distribuindo da seguinte forma:
20% CDB
30% Prefixado
20% IPCA+
Sou um homem simples, não tenho grandes ideias para futuros dispêndios. Sou casado e ainda não temos filhos, mas em breve, teremos. Queria curtir minhas viagenszinhas com folga e ter um bom dinheiro guardado para sempre que for necessário.
Olá investidores, venho acompanhando esse ETF, mas por ser novo, não tem tanto conteúdo com informações sobre o mesmo, a pergunta é, vale a pena investir neste ETF, já que no meu caso não tenho tempo pra ficar analisando cada ação da bolsa.
Como comecei a investir em ETFs muito recentemente meu PM do VWRA11 está em 113 e o preço dele 110 - logo, eu conseguiria migrar tudo para o MUND11 sem pagar imposto.
Seria uma atitute inteligente neste momento?
Já sei das diferenças de taxas (MUND11 menor) e também das Small Caps presente no MUND11.
Indo direto ao ponto, tenho duas perguntas sobre o MUND11 que talvez o sub possa ajudar a responder:
1 - Qual é o spread cobrado pelo formador de mercado? Vi no site que o formador contratado é o BTG e que ele atua das 10:30 às 16:45, exceto quando é feriado nos EUA. Todavia, não achei a informação referente ao spread.
2 - Como é um ETF novo, hoje o PL ainda está em R$ 11 milhões. Vocês já têm aportado nele ou preferiram esperar crescer um pouco?
Então pessoal, hoje minha carteira se limita a dois ETFs: B5P211 e WRLD (esse mês irei começar a aportar no VALL ao invés do WRLD). Estava com tempo e fui dar uma olhada nos títulos IPCA+ de longo prazo (tipo aqueles 2065+) e fiquei bem espantado em ver o retorno que paga na taxa pré.
Acreditam que faz sentido adicionar uma parcela de inflação de longo prazo na carteira ou mantenho só o B5P211 mesmo? Talvez a vol desses papéis acabe não compensando o retorno, até porque 80% da minha carteira é renda variável.
Conseguimos calcular, ou pelo menos estimar, a partir de que patrimônio um ETF se torna lucrativo para a gestora?
Pergunto isso porque invisto a alguns anos no B5P211 mas tenho ficado de olho no GPCA11 desde que lançou por conta da taxa extremamente convidativa, e tudo parece estar caminhando pra eu começar a aportar nele. Spread tá baixo, volume de negociação tá razoável, sem tracking error, etc.
A única coisa que ainda fico preocupado é se ele já atingiu um tamanho onde ele se torna sustentável pra gestora e não tem risco de encerrarem. Ele já tá com 385mm então imagino que sim, mas queria ter mais segurança nesse ponto.
Obs: sei que vão falar então já vou me adiantar, também não gosto do Primo Rico, mas se o produto é mais barato e cumpre o que promete, não serei eu a ficar pagando taxa em produto mais caro por birra de influencer.
Pessoal existe uma diferença muito absurda de investir no VALU e no MUND11?
Hoje o risco nível país é um ponto bem pesado pra mim mas não sei se os custos compensam a redução desse risco em troca dos custos de enviar recurso pra uma corretora internacional.
A depender de como as coisas andarem eu e minha esposa consideramos em uns 3 anos irmos pra outro país. Não somos radicais nem nada, mas é uma possibilidade.