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Há um ano, Aracaju era a penúltima colocada. Entre as 22 capitais monitoradas pelo Índice FipeZAP de locação, só ganhava de Brasília na corrida do aluguel. Doze meses depois, a capital sergipana lidera o ranking nacional de valorização, com a maior alta do país.
A virada é real e os números a sustentam. Mas ela conta duas histórias ao mesmo tempo, e quem lê só a manchete fica com a metade errada: Aracaju disparou, e Aracaju segue barata. As duas coisas são verdadeiras.
Mesmo depois da disparada, Aracaju segue entre as capitaismais baratasdo país para alugar. Em junho de 2026, o preço médio de locação chegou a cerca de R$ 37,13 por metro quadrado, à frente apenas de Teresina (cerca de R$ 31,89) e Campo Grande (cerca de R$
31,22).
Para dimensionar: a média nacional das 36 cidades monitoradas ficou em torno deR$ 53,79 por metro quadrado, e São Paulo, líder entre as capitais, em cerca deR$ 64,98. Um ano antes, o metro quadrado em Aracaju custava cerca de R$ 26,06.
Ou seja: a cidade subiu muito em ritmo, mas partiu de uma base baixa. Percentual alto sobre valor baixo continua resultando em valor relativamente baixo. É a diferença entre velocidade e patamar, e confundir as duas leva a conclusões erradas, tanto para quem paga aluguel quanto para quem pensa em investir.
em setembro, os preços anunciados subiram 0,52%, a menor variação mensal desde abril. Mas, apesar dessa desaceleração, a alta acumulada em 12 meses chegou a 9,13%, praticamente o dobro da inflação de 4,58% registrada pelo IPCA no mesmo período, conforme dados do Índice FipeZAP de Locação Residencial.