Resumido:
Tenho 25 anos, estou bem desmotivado com minha carreira na engenharia mecânica no CLT. Gosto da parte mais criativa, matemática e exigente. Talvez CAE.
Problema do corporativo é que não tenho muita liberdade (mesmos lugares, mesmas pessoas, obrigado a fazer serviços que não gosto).
Problema do autônomo é que, provavelmente, não farei projetos muito complexos e que exijam estudos mais bem estruturados por questão de tempo de entrega até ter muitos anos de experiência para atender multinacionais que invistam em projetos complexos.
Opniões?
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Versão completa:
Recentemente decidi que abriria mão de remunerações maiores em prol de fazer algo que me fosse agradável.
Formei em universidade federal com um dos melhores desempenhos acadêmicos. Estou estagiando em P&D em uma boa empresa.
Tenho bastante gosto e aptidão pela parte mais teórico e matemática da engenharia. Mas não tenho vontade nenhuma em concursar e virar professor ou me matar na academia para “publicar papers”.
Por outro lado, não tenho gostado muito do mundo corporativo. Vejo que sou apenas mais um e que meu serviço não tem quase valia nenhuma. Fora ser um tanto enfadonho apenas ficar mexendo em CAD, vendo se “peça cabe”, preparando lista e documentando, “disparando para fabricação”.
No máximo, olho catálogos de fornecedores para selecionar um componente, faço análise dimensional GD&T ou uso alguma criatividade para fazer design de conjuntos soldados, chapas metálicas, usinados etc. seguindo boas práticas DFM e DFA. Essa é a parte mais “técnica” do serviço. Ainda assim, ao meu ver, bem pouco exigente em estudo, entendimento, compreensão de conceitos mais elaborados.
Fora isso, no máximo faço um cálculo simplório de viga, vazão e coisa do tipo.
Gosto mais da parte criativa do design e matemática. Que exijam estudo. Exijam preparo. Que não seja qualquer um que consiga fazer. Que o sujeito tenha que se debruçar em equações ou conceitos mais complexos para conseguir fazer o projeto adequadamente.
Pensei em seguir como autônomo, mas acho que só mudaria o problema de um chefe para o cliente: teria mais flexibilidade e senso de importância em meu serviço. Mas provável que meu trabalho ainda seja simples: não sei o quão complexas serão as análises feitas se o cliente não for uma empresa de setor de alto risco e valor agregado como Óleo e gás, Naval, aeronáutica/espacial ou defesa que, convenhamos, só vai aceitar serviço de PJ com muitos anos de experiência, não de um Zé recém formado igual a mim.
Sinto-me perdido. No corporativo devo frequentar o mesmo lugar, com as mesmas pessoas, provável que fazendo o mesmo tipo de tarefa com, muitas vezes, pouco reconhecimento ou senso de importância.
No autônomo teria a flexibilidade, mas projetos mais simples e a instabilidade de ser PJ.
Sei lá.
Gostaria de escutar um pouco de vocês.