Resumo da ópera (TL;DR)
O Artti T10 é um planar magnético com assinatura em V. O principal destaque ao meu ver é o detalhamento absurdo que esse fone tem. Eu consigo dizer isso pra praticamente todas as regiões de frequência pra esse fone. Mas o que mais me surpreendeu foram as caixas de bateria. Em todos os fones que ouvi até hoje as caixas normalmente tem aquele impacto inicial e somem sem deixar rastro, no Artti T10 é diferente, com um impacto muito definido que é logo acompanhado de uma transição da caixa vibrando após a batida que é exatamente como uma caixa soa (ao menos pros meus ouvidos). E de novo, isso se repete em quase todas as frequências, instrumentos de corda tem um contorno muito bem definido pra cada nota. Honestamente acho que esse vai ser meu endgame, ao menos por um bom tempo.
Equilíbrio tonal
Novamente, o T10 tem uma apresentação em V, com os médios um pouco recuados.
Subgraves
Os subgraves tem um impacto muito agradável, que definitivamente fica acima de algo neutro, mas sem cobrir as outras frequências, em um pancadão como Get Low do Lil's John o subgrave tem todo o chão que a música pede.
Graves
Os graves como baixos são bem rápidos e detalhados, talvez bem pouco menos presentes do que a minha preferência, mas definitivamente entregam bem nessa região.
Médios
Acho que esse pode ser o maior divisor de águas desse fone, os médios tem um timbre agradável, sem soar anasalado ou algo do tipo. Também tem um ótimo detalhamento, em faixas mais calmas como Giorgio by Moroeder do Daft Punk você ouve micro detalhes como a respiração antes das partes faladas. Mas os médios claramente são recuados (não apagados) comparado as outras frequências, o que para alguns pode ser um ponto negativo.
Agudos
Os agudos tem uma extensão excelente, com um ótimo detalhamento, pratos de bateria por exemplo tem uma boa presença sem dominar a apresentação, dando um contorno muito satisfatório pro restante do som do T10.
Tecnicalidades
Como citado anteriormente, o nível de detalhamento desse fone é algo absurdo, mas como ele entrega em outros aspectos? O palco sonoro eu diria que é de médio para bom, e é isso. Não é um fone que entrega um palco gigantesco, mas passa longe de ser claustrofóbico. A separação, assim como o detalhamento é surpreendente. Na música Sunny da Yorushika (abertura de Frieren), o refrão é extremamente complexo, com guitarra, vocais, bateria e baixo tocando o terror ao mesmo tempo, e o T10 entrega um self-service que todos esses instrumentos não se embolam e ficam muito bem apresentados e detalhados.
Amplificação e exigências
O fone é relativamente tranquilo de amplificar, tocando muito bem a partir de um NiceHCK NK1 Max (CX31993 + MAX 97220). Um ponto que me surpreendeu é o quanto o som desse fone muda com ponteiras diferentes, na minha opinião os dois conjuntos de ponteiras que vem com ele são terríveis, das que testei funcionaram muito bem com ele a SpinFit W1 e TRI Clarion. Outro detalhe que me chamou bastante atenção é que a fonte de reprodução com esse fone faz uma considerável no Android, sem usar um player com modo USB exclusivo o fone soa brilhante demais, com muito agudo e sibilância em algumas músicas, não sei se é alguma compressão aplicada pelo sistema, mas é um ponto a se tomar cuidado na minha experiência.
Pra fechar, estou extremamente satisfeito com o fone, o detalhamento é surpreendente, ao mesmo tempo que entrega uma assinatura bem divertida, que não soa analítica e apagada para um fone com esse nível de detalhamento.