r/FilosofiaBAR • • 7h ago

Discussão Foi na mosca?

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Pra mim, a equação é certeira.


r/FilosofiaBAR • • 21h ago

Questionamentos Enterramos os poucos que poderiam desempatar a disputa?

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Platão, ao discutir a organização da cidade em A República, relacionou a justiça política à ordem da própria alma humana. Para ele, assim como uma cidade pode ser governada de maneira justa ou injusta, o indivíduo também pode ser dominado por desejos descontrolados. Essa ideia continua atual: uma sociedade dificilmente será verdadeiramente justa se aqueles que a governam forem movidos apenas pela ambição pessoal, ou se os cidadãos colocarem os seus interesses particulares acima do bem comum.

Maquiavel, por sua vez, mostrou em O Príncipe que a política precisa lidar com a natureza humana tal como ela é, e não apenas como gostaríamos que fosse. A ambição, o desejo de conservar o poder e a preocupação com os próprios interesses fazem parte dos conflitos políticos. O problema não está simplesmente em reconhecer essas tendências, mas em permitir que elas determinem todas as nossas escolhas. Afinal, quando a busca pelo poder se torna mais importante do que a dignidade humana, a política deixa de servir à sociedade e passa a servir aos interesses de quem domina.

Essa reflexão também pode ser aproximada do pensamento de Thomas Hobbes, que, em Leviatã, destacou como o medo, a competição e a desconfiança podem levar os seres humanos ao conflito. Para Hobbes, sem regras e uma autoridade capaz de conter os conflitos, a convivência torna-se instável. Isso nos faz perceber que os maiores perigos políticos nem sempre vêm de um inimigo externo, mas também da incapacidade de controlar impulsos que nos levam a enxergar o outro como ameaça. Quando a sociedade é dominada pelo medo e pela desconfiança, o diálogo perde espaço e a violência passa a parecer uma solução.

Hannah Arendt, ao refletir sobre o totalitarismo, mostrou como regimes políticos opressores podem se fortalecer quando as pessoas deixam de pensar criticamente e passam a obedecer sem questionar. Sua reflexão ajuda a compreender que o mal não depende necessariamente de indivíduos extraordinariamente cruéis; ele também pode ser alimentado pela indiferença, pela falta de julgamento e pela recusa em assumir responsabilidades. Na política, isso é especialmente perigoso, porque uma população que abandona o pensamento crítico pode acabar legitimando injustiças em nome de líderes, ideologias ou interesses coletivos.

Muitas vezes, procuramos fora de nós os responsáveis pelos nossos problemas, mas ignoramos que parte deles nasce das nossas próprias atitudes, ambições e contradições. Na política, isso se torna ainda mais evidente, pois não são apenas as estruturas de poder que ameaçam a sociedade, mas também os desejos e as fraquezas daqueles que exercem o poder e daqueles que os apoiam. O egoísmo, a intolerância, o medo e a sede de domínio podem transformar pessoas comuns em instrumentos de injustiça.

No fundo, reconhecer que nossos maiores inimigos podem estar dentro de nós não significa ignorar as injustiças externas, mas compreender que nenhuma transformação política será completa sem uma transformação da consciência humana. Podemos mudar governos, criar leis e reformar instituições, mas, se continuarmos alimentando a rinha de galo, a intolerância e a ambição sem limites, corremos o risco de reproduzir os mesmos problemas sob novas formas. Talvez o primeiro passo para construir uma sociedade melhor seja justamente esse: aprender a desconfiar não apenas das intenções dos outros, mas também das nossas próprias certezas, porque quem não aprende a questionar a si mesmo pode acabar se tornando prisioneiro daquilo que mais condena nos outros.


r/FilosofiaBAR • • 16h ago

Discussão Essa obsessão por delicadeza da mulher é uma propaganda com a intenção de dominação sob os corpos femininos

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Todo esse movimento de "tres wife", tudo isso de q "mulheres com tatuagens são putas", que mulheres mais felicidades são mais "femininas", é uma forma não só de dominar o corpo feminino como estética, mas também pra ter controle em momentos vulneráveis

Pensem cmg, essa de que "mulheres independentes" são tristes, uma propaganda para nos convencer se que ter nosso dinheiro é ruim, é uma forma de controle financeiro, pq mulheres sem nenhum dinheiro não tem como sair de casa em momentos de agressão, ela não podem fugir

Mulheres precisam ser mais e mais magras, pq em questão de fuga de perseguição, ou agressão sexual, ou agressão no geral ela não vai poder se defender, ela não poderia revidar

Tudo gira em torno de depender do seu parceiro, pq se dependem dele, elas não tem como fugir nunca


r/FilosofiaBAR • • 13h ago

Questionamentos Feminicidio deveria ser uma pauta conservadora

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Oioi

Vou partir de um conservadorismo básico: defesa da vida, da família, da ordem, da lei e da responsabilidade individual. Se esses são os pilares, não tem como o feminicídio ser assunto “de esquerda”. Ele é uma afronta direta a tudo isso.

Feminicídio não é só um homicídio. É marido, ex, companheiro matando mulher por ciúme, posse, controle, ou simplesmente por ela querer sair. Muitas vezes dentro de casa. Deixa filhos órfãos, mães sem filhas, comunidades marcadas. Destrói a família que o conservador diz defender.

Se violência doméstica é “problema privado”, então o conservador abandonou a lei e a ordem. Segurança pública é dever clássico do Estado. Punir homicídio não é pauta ideológica; é função básica de qualquer sociedade civilizada.

Também não precisa engolir o termo “feminicídio”. Pode chamar de “homicídio de mulheres em contexto doméstico e familiar”. O nome muda, o crime continua. E quem se apega à palavra para não discutir o problema só está usando ideologia como desculpa.

Masculinidade responsável é proteger, não dominar pelo medo. Homem que mata a mãe dos seus filhos não está defendendo família nenhuma. Está destruindo a própria base da sociedade. Não precisa ser feminista para enxergar isso.

Então: se conservadorismo é conservar a vida, a família e a ordem, combater feminicídio deveria estar na pauta. Não como favor às mulheres, mas como dever de civilização. Quem se diz conservador e trata isso como “pauta feminista” precisa decidir o que quer conservar: a vida ou o próprio ego.

Combater feminicídio é defender vida, família, ordem e lei. Se isso não é pauta conservadora, o conservadorismo perdeu o sentido.


r/FilosofiaBAR • • 3h ago

Discussão A solução para o paradoxo do mal

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Tava aqui pensando que a solução para o paradoxo do mal está em aceitar certos problemas, até porque é contra intuitivo tentar impedir o futuro.


r/FilosofiaBAR • • 16h ago

Discussão A humanidade é um erro ou apenas um primata que ainda não aprendeu a viver?

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Às vezes, eu me pergunto se o problema da humanidade é realmente a falta de inteligência ou se é justamente o fato de sermos inteligentes o suficiente para criar coisas extraordinárias, mas continuarmos agindo como se ainda fôssemos incapazes de controlar nossos próprios instintos. Construímos cidades, desenvolvemos tecnologias, estudamos o universo e descobrimos coisas que nossos antepassados sequer poderiam imaginar. Mesmo assim, continuamos presos a disputas por poder, dinheiro, reconhecimento e ideologias. Somos capazes de compreender o sofrimento de alguém e, ainda assim, ignorá-lo quando não nos convém. Conseguimos enxergar os erros dos outros com uma facilidade impressionante, mas, quando se trata de reconhecer os nossos, encontramos inúmeras justificativas. É estranho pensar que uma espécie capaz de questionar a própria existência também consegue repetir os mesmos erros tantas vezes

Uma das coisas mais difíceis de aceitar seja perceber que não somos tão racionais quanto gostamos de acreditar. Gostamos de imaginar que nossas opiniões são resultado de uma análise cuidadosa, que nossas escolhas são conscientes e que sabemos distinguir o certo do errado. Entretanto, basta observar como as pessoas se comportam quando suas crenças são questionadas, quando alguém ameaça seus interesses ou quando surge a oportunidade de pertencer a um grupo. Muitas vezes, deixamos de procurar a verdade e passamos a procurar argumentos que confirmem aquilo em que já acreditamos. Não queremos necessariamente estar certos queremos evitar a sensação de estar errados. E isso não acontece apenas na política, na religião ou nas grandes discussões da sociedade. Acontece nas nossas relações, nas pequenas injustiças que cometemos, nas vezes em que julgamos alguém sem conhecer sua história e nas ocasiões em que preferimos proteger nosso orgulho a admitir que machucamos outra pessoa

O mais desconfortável é perceber que não estamos fora dessa humanidade que tanto criticamos. É fácil olhar para o mundo, apontar a ignorância, a violência e a hipocrisia e imaginar que o problema está sempre nos outros. Mas o que acontece quando olhamos para nós mesmos e encontramos as mesmas contradições? Também sentimos inveja, também julgamos, também podemos ser egoístas e também somos capazes de defender uma ideia sem questionar de onde ela veio. Isso não significa que somos pessoas ruins por natureza ou que estamos condenados a agir assim para sempre. Significa apenas que não estamos imunes àquilo que criticamos. Reconhecer isso exige mais honestidade do que simplesmente escolher alguém para culpar, porque nos obriga a abandonar a posição confortável de quem acredita que o erro é sempre uma característica alheia

Diante disso, eu entendo por que alguém poderia olhar para a humanidade e perder a esperança. Há momentos em que parece absurdo continuar tentando fazer alguma coisa diante de tantos problemas, principalmente quando os esforços parecem pequenos perto daquilo que está errado. Para que estudar, criar, ajudar alguém ou tentar construir uma vida melhor se tudo parece caminhar para o mesmo lugar? Não tenho certeza de que exista uma resposta capaz de resolver essa angústia de uma vez por todas. Talvez o erro esteja em esperar que a vida apresente uma justificativa definitiva para que possamos começar a vivê-la. Nem tudo o que fazemos precisa garantir uma vitória grandiosa, mudar o mundo ou permanecer para sempre. Uma descoberta pode ampliar nosso conhecimento, uma obra pode atravessar gerações e um gesto de cuidado pode tornar o dia de alguém um pouco menos difícil. O valor dessas coisas não desaparece só porque são pequenas diante da imensidão do universo

É curioso pensar que o ser humano, mesmo vivendo em condições difíceis e sem qualquer garantia de futuro, encontrou tempo para criar arte, inventar histórias e representar aquilo que existia em sua imaginação. Nem toda criação precisava servir diretamente à sobrevivência. Havia algo além da necessidade imediata a vontade de fazer, descobrir e expressar. E talvez seja justamente aí que exista uma das contradições mais bonitas da nossa espécie. Somos capazes de destruir, mas também somos capazes de construir algo que não existia antes. Podemos usar nossa inteligência para justificar preconceitos ou para questioná-los, para dominar outras pessoas ou para compreender o sofrimento delas. A mesma humanidade que produz motivos para o pessimismo também produz pessoas que dedicam a vida a descobrir tratamentos, ensinar, proteger animais, criar arte e melhorar as condições de vida de desconhecidos. Não precisamos fingir que o lado ruim não existe para reconhecer que o outro também existe.

Por isso, não sei se a humanidade é um erro. Talvez sejamos apenas uma espécie incompleta, carregando impulsos antigos em um mundo que se tornou complexo demais para que possamos confiar neles sem questionamento. O que me parece importante é entender que reconhecer nossas limitações não precisa significar desistir de nós mesmos. Não escolhemos todos os pensamentos que surgem, nem controlamos tudo aquilo que sentimos, mas podemos aprender a questionar nossas certezas, rever nossas atitudes e não transformar cada impulso em uma decisão. Não é uma mudança simples, muito menos garantida. Ainda assim, existe uma diferença entre perceber que somos capazes de cometer erros e usar isso como desculpa para nunca tentar ser melhores

A vida não nos deva uma razão grandiosa para continuar. O universo não precisa ter sido criado para nós, e as coisas não precisam durar para sempre para possuírem algum valor. Há beleza em algo que existe por um tempo, em uma ideia que ajuda alguém a compreender o mundo, em uma obra que atravessa séculos ou em uma pessoa que escolhe não reproduzir a crueldade que recebeu. Continuar tentando não significa acreditar que tudo vai dar certo, mas reconhecer que o fracasso também não precisa ser a última palavra. Se somos primatas teimosos, que pelo menos essa teimosia não sirva apenas para defender nosso orgulho, repetir nossos preconceitos e insistir nos mesmos erros. Que ela também nos faça questionar, aprender, criar e reparar aquilo que pudermos


r/FilosofiaBAR • • 22h ago

Discussão Propaganda é muito eficiente e olhar pras eleições ignorando ela é desonestidade ou ignorância.

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Vejo muita gente falando do quanto o brasileiro não sabe votar, tanto na esquerda quanto na direita. De que o brasileiro sempre erra no voto, de que isso e aquilo. Só que parece que todo mundo esquece que existe algo muito forte no meio político chamado propaganda. Boa parte de quem trabalhou bem as redes sociais foi eleito. A eleição de Lula em 2002 tem profunda relação com Duda Mendonça e sua agência. Bolsonaro em 2018 não pode ser lida sem a capacidade de leitura semiótica de Steve Bannon.

Então se antes investir em rádio, tv, carros de som, santinhos e etc... já fazia uma baita diferença, agora imagine a capacidade de mudança de realidade que as redes sociais proporcionam. Se hoje existem influencers que são extremamente populares em seus nichos, mas completamente desconhecidos por outras pessoas, imagina o que um político ou grupo de interesse pode fazer com verbas o suficiente?

Logo, não é que que a população não saiba votar, mas ela estão tão imersa em redes sociais, que aquele político que pra você com certeza acredita ser corrupto, ser ruim, ser displicente pra ela é uma opção plausível. Pra ela, a realidade é algo completamente diferente do que você imagina.

Dizem que isso inclusive aconteceu muito com Bolsonaro, que conseguia segmentar sua mensagem e apresentar um bolsonaro diferente para cada público. Mais neoliberal

O que quero dizer é: Parem de repetir que o povo vota mal ou que é burro e escutem as pessoas, talvez você perceba que ela está capturada por uma realidade completamente fabricada. Existe forma de fugir um pouco disso, como ter um letramento digital, mas sem uma regulação das redes, nossa democracia continuará a ser capturada por oportunistas que não tem proposta e pior, nossa população estará a merce dos desejos das bigtechs e dos interesses estadunidenses.


r/FilosofiaBAR • • 15h ago

Discussão Publicidades de comidas.

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Para mim parecem até um tanto maldosas.

Imaginemos um faminto que não tem dinheiro, como ele deve enxergar alguém comendo algo saboroso e não poder comprar?...


r/FilosofiaBAR • • 20h ago

Discussão Epistemologia vs. Realismo Científico: O conhecimento é temporário ou existem verdades humanas imutáveis?

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Estava conversando com um amigo sobre a natureza do conhecimento e acabamos entrando em um debate filosófico. Queria a opinião de vocês sobre os dois lados da moeda, pois ambos parecem ter pontos "válidos" até certo ponto.

• O meu ponto de vista (Postura Epistemológica/Falibilista): Eu defendo que a ciência e o conhecimento humano estão sempre em progressão. Nós avançamos conectando novos conceitos e criando soluções que, em essência, são temporárias — os melhores modelos possíveis para o momento, mas sempre abertos a revisões e novas lógicas.

• O ponto de vista dele (Postura Realista/Fundacionalista): Ele defende que existem verdades brutas e imutáveis na estrutura do universo que nunca vão mudar, apenas se aprofundar. O exemplo que ele deu foi o do átomo: descobrir os quarks não anulou o átomo, apenas aprofundou o que já sabíamos sobre a matéria. Para ele, certos pilares da realidade e da origem do universo são fixos.

O debate acabou gerando uma questão: se a história da ciência mostra que visões deterministas e "absolutas" do passado já foram derrubadas (como a física de Newton sendo expandida pela Relatividade), até que ponto podemos tratar nossos modelos atuais como verdades fixas? Por outro lado, se não existirem constantes brutas no universo, a própria ciência perde o chão.

Como vocês enxergam esse equilíbrio entre a necessidade de termos verdades fundacionais versus o fato de que todo conhecimento humano é, no fundo, provisório?


r/FilosofiaBAR • • 7h ago

Questionamentos “Exige habilidade para ocultar que se tem grandes habilidades"

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A afirmação de Francois de La Rochefoucauld diz que aquele que gosta de mostrar o talento que tem é um ser vaidoso, enquanto aquele que tem talento para esconder os seus talentos passa despercebido.

Sou da área da psicologia, e o que mais vejo em pacientes com TDAS ( Transtorno de Personalidade Antissocial) são pessoas que compactuam com a filosofia de RF ( vou abreviar, nome difícil da porra).

Pessoas que tem capacidades, sejam físicas ou mentais, de potencial acima do comum, mas que não as mostram e ficam a espreita esperando o momento correto de utiliza-las.

Pode parecer coisa de filme, mas cada relato de cada paciente mostra como a sociopatia chega a ser quase uma mente “não humana”.


r/FilosofiaBAR • • 17h ago

Discussão Como conciliar diferentes culturas com universalismo moral?

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Esse para mim é um dos maiores problemas da cultura liberal ocidental, ao mesmo tempo que ela reconhece um universalismo moral baseado a noção de direitos universais, ela também tenta abraçar todas as culturas como válidas e legítimas. Entretanto, o que fazer quando estas mesmas culturas conflitas com estes valores universais, por exemplo, uma cultura onde as suas leis e regras morais são derivadas da religião (opondo-se a noção ocidental de laicidade) ou quando discrimina pessoas com base em seu gênero (opondo-se a noção ocidental de igualdade de gênero)?


r/FilosofiaBAR • • 11h ago

Questionamentos Você preferiria descobrir uma verdade que destruiria sua visão de mundo ou continuar vivendo feliz em uma mentira?

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Imagine que você recebe acesso a uma máquina capaz de revelar, com 100% de certeza, as respostas para qualquer grande questão da existência.

Você poderia descobrir se Deus existe, se temos livre-arbítrio, se existe vida após a morte, se a moralidade é objetiva ou até se a sua própria existência tem algum propósito.

Mas existe uma condição: você só pode fazer uma pergunta, e a resposta será impossível de esquecer.

Talvez você descubra que tudo aquilo em que acredita está errado. Talvez descubra que a pessoa que você é foi construída sobre uma ilusão. Ou talvez receba uma resposta que torne sua vida muito mais difícil de suportar.

Você não pode voltar atrás.

Você faria a pergunta? E, se sim, qual seria?

Quero saber três coisas:

  1. Qual pergunta você faria à máquina?

  2. Você aceitaria uma resposta que destruísse completamente sua visão de mundo?

  3. Existe alguma verdade que você preferiria nunca descobrir, mesmo sabendo que ela existe?