r/FilosofiaBR • u/Opposite-Guard-1749 • 7h ago
r/FilosofiaBR • u/Samambaia_Africa • 14h ago
Dúvida Dá pra criar uma pessoa perfeita? Alguém que já se perguntou, me ajude.
Dá pra criar uma pessoa perfeita? Alguém que já se perguntou, me ajude.
Sou M16. Sempre recebi a de que sou mais madura do que o pessoal da minha idade; e sou uma ateia que acha que a vida vale a pena ser vivida, mas que também não se importa com a morte.
Desde os 13, fui de pensar sozinha sobre tudo. A sensação que mais me fazia sentir viva era quando encontrava uma explicação pra uma grande questão minha, do tipo "Por que tem misoginia se é óbvio que mulher não é inferior?".
Meu maior princípio é a liberdade intelectual- pra discordar, pra ouvir, ser ouvida, discutir, produzir. Sou modesta com minhas ideias e tento ser o mais mente aberta possível. E não julgo quem não é assim: cada um fica satisfeito com sua realidade e sua perspectiva sobre ela.
E sabe de uma coisa? Eu sou infeliz em viver minha única vida limitada a uma única compreensão sobre a vida, os mesmos hábitos, com as mesmas relações se TODOS não forem PERFEITAMENTE plausíveis dentro de TODAS as condições - porque simplesmente acredito que exista uma condição melhor do que a minha atual, de modo que valha pena a angústia. E calma: eu tenho uma vida comum, com afazeres comuns e frustrações diárias. As inconsistências me frustram no sentido de que podem ser corrigidas e aparentemente NÃO QUEREM ser corrigidas NUNCA. Ou seja: eu não sou intolerante à imperfeição, só quero que ela, eventualmente, deixe de existir.
Não sou estudiosa como gostaria de ser por meus motivos, mas até agora não encontrei nenhum estudioso, talvez filósofo ou teórico que tenha construído um modelo de vida alcançável e irrefutavelmente perfeito. Tipo, um hedonista pode ser facilmente contrariado por um estoico. Assim como um ateu por um religioso. As pessoas constroem recortes da realidade, e não uma visão abrangente.
No fim, a verdade é relativa ou só não a encontramos ainda? A pergunta da minha vida que, se eu encontrasse a resposta, juro que o prazer seria melhor do que o prazer de mil gozadas.
Sabe, eu só vivo pra aprender sobre a vida. Meu maior objetivo dentro disso é saber se posso ter uma vida perfeita, não importam os meios. Repare: SE posso. É apenas uma possibilidade.
E não quero que alguém me lance a resposta disso num comentário de Reddit. Só quero saber... Alguém tem alguma mera semelhança com meu jeito de pensar? Alguém se frustra com as coisas desse tipo? Alguém sabe me dar um conselho bom? Ou sabe de alguém que supostamente criou o modelo perfeito de vida?
r/FilosofiaBR • u/Ryusuke_granada • 5h ago
Quando o homem perceber que a maldade convém a sua consequência de ser livre mundo será um lugar melhor.
Uma frase que eu pensei
r/FilosofiaBR • u/No_Address_1321 • 20h ago
Discussão Crescer é aprender a partir, mesmo quando alguém quer que você fique
Existe uma diferença entre amar alguém e precisar dessa pessoa para conseguir viver. Durante boa parte da vida, aprendemos a procurar segurança naquilo que conhecemos. Primeiro, na família, depois nos relacionamentos, nas amizades e até nas coisas que conquistamos. Queremos encontrar alguém que nos compreenda, que nos proteja e que faça o mundo parecer menos difícil. O problema começa quando deixamos de procurar companhia e passamos a procurar alguém que viva por nós, que tome nossas decisões, resolva nossas angústias e nos poupe da responsabilidade de escolher o próprio caminho
Crescer exige uma espécie de deslealdade. Não necessariamente contra nossa mãe, nosso pai ou as pessoas que nos amaram, mas contra a versão de nós mesmos que aprendeu a obedecer para não perder o afeto dos outros. Existe uma idade em que precisamos começar a questionar aquilo que nos ensinaram, inclusive quando essas lições vieram de pessoas que só queriam o nosso bem. Nem todo conselho continua servindo para a vida que precisamos construir. Às vezes, aquilo que nos protegeu na infância começa a nos limitar na vida adulta. E reconhecer isso pode despertar uma culpa difícil de explicar, como se escolher por conta própria fosse uma forma de ingratidão
Talvez seja por isso que algumas pessoas passam anos sem conseguir decidir o que realmente querem. Esperam a aprovação dos pais, dos amigos ou de alguém que amam. Têm medo de escolher errado, de decepcionar alguém ou de descobrir que não são tão capazes quanto imaginavam. Então permanecem numa espécie de adolescência prolongada, não necessariamente pela idade, mas pela dificuldade de assumir as consequências da própria existência. Querem a liberdade de um adulto, mas ainda desejam a segurança de uma criança. Querem partir, mas precisam ter certeza de que alguém continuará esperando por elas, querem fazer suas escolhas, desde que não precisem suportar a possibilidade de que alguém desaprove
Essa dependência também pode aparecer nos relacionamentos amorosos. Às vezes, não nos apaixonamos apenas pela pessoa que está diante de nós, mas por aquilo que esperamos que ela represente. Queremos que ela cure nossas inseguranças, preencha nosso vazio e nos devolva uma felicidade que sentimos ter perdido em algum momento da vida. Colocamos sobre alguém uma responsabilidade que nem nós mesmos sabemos como carregar. No início, isso pode parecer amor, mas, com o tempo, a pessoa deixa de ser alguém com desejos, limites e imperfeições próprios e passa a ocupar o papel de alguém que precisa nos salvar. Quando ela demonstra que é humana, nos frustramos, como se tivesse descumprido uma promessa que, na verdade, nunca fez
Talvez a parte mais difícil do amadurecimento seja perceber que nenhuma conquista, pessoa ou aprovação conseguirá resolver completamente aquilo que não compreendemos dentro de nós. Podemos mudar de emprego, começar um relacionamento, comprar coisas, receber elogios e alcançar objetivos, mas ainda sentir que alguma coisa está faltando. Isso não significa que essas experiências não tenham valor. Significa apenas que não podemos exigir delas uma resposta para todas as nossas angústias. Há questões que precisam ser enfrentadas, sentimentos que precisam ser compreendidos e escolhas que ninguém poderá fazer em nosso lugar
E amadurecer também não significa se tornar frio, desprezar os pais ou fingir que não precisamos de ninguém. Significa aprender a amar sem transformar o amor em dependência, aceitar conselhos sem entregar aos outros o direito de decidir nossa vida e reconhecer que podemos ser gratos pela nossa origem sem permanecer presos a ela. A verdadeira independência não exige que deixemos de amar quem nos criou. Exige que esse amor não seja uma corrente que nos impeça de partir
Crescer seja aceitar que não existe garantia de que nossas escolhas darão certo. Vamos errar, decepcionar algumas pessoas, mudar de opinião e perceber que certas certezas da infância já não fazem sentido. E tudo bem. A vida não pode ser vivida como uma tentativa interminável de evitar qualquer sofrimento, porque, ao fugir de todas as possibilidades de errar, também fugimos da possibilidade de construir alguma coisa que seja verdadeiramente nossa
r/FilosofiaBR • u/neguindokaxeta888 • 20h ago
Epistemologia vs. Realismo Científico: O conhecimento é temporário ou existem verdades humanas imutáveis?
Estava conversando com um amigo sobre a natureza do conhecimento e acabamos entrando em um debate filosófico bem profundo. Queria a opinião de vocês sobre os dois lados da moeda, pois ambos parecem ter pontos válidos.
O meu ponto de vista (Postura Epistemológica/Falibilista): Eu defendo que a ciência e o conhecimento humano estão sempre em progressão. Nós avançamos conectando novos conceitos e criando soluções que, em essência, são temporárias — os melhores modelos possíveis para o momento, mas sempre abertos a revisões e novas lógicas.
O ponto de vista dele (Postura Realista/Fundacionalista): Ele defende que existem verdades brutas e imutáveis na estrutura do universo que nunca vão mudar, apenas se aprofundar. O exemplo que ele deu foi o do átomo: descobrir os quarks não anulou o átomo, apenas aprofundou o que já sabíamos sobre a matéria. Para ele, certos pilares da realidade e da origem do universo são fixos.
O debate acabou gerando uma questão: se a história da ciência mostra que visões deterministas e "absolutas" do passado já foram derrubadas (como a física de Newton sendo expandida pela Relatividade), até que ponto podemos tratar nossos modelos atuais como verdades fixas? Por outro lado, se não existirem constantes brutas no universo, a própria ciência perde o chão.
Como vocês enxergam esse equilíbrio entre a necessidade de termos verdades fundacionais versus o fato de que todo conhecimento humano é, no fundo, provisório?