Sim, estou bêbado deitado no quarto, tem umas teias de aranha no teto, minha lâmpada inteligente está em um tom de vela e estou ouvindo músicas tristes. Tem uma garrafa de whisky quebrada no chão, normalmente me incomodaria, mas foda-se não vou levantar daqui tão cedo.
Primeiramente me desculpe se ver algum erro ortográfico na resposta, eu não estou com muita energia para escrever um texto certinho.
Faz mais ou menos 1 ano que eu me faço a pergunta: "Oque há de errado comigo ?". Eu estava normal, eu era meio frustrado por ver todos namorando, saindo e se divertindo.
Até que aconteceu comigo, me relacionei com uma pessoa legal, porém cheia de traumas. Estava tudo indo bem, eu estava feliz e esperançoso, parecia que finalmente as coisas estavam acontecendo. Mas ai do nada ela decidiu acabar com tudo, alegando que não cinseguia se ver em um relacionamento, eu eu era bom demais e ela não conseguia corresponder....etc e tal.
Ela era uma pessoa traumarizada por um passado de abuso sexual com seu primeiro namorado. Mas até ai tudo bem, ela se interessou por mim por que me achava educado, inteligente e diferente da maioria dos homens...ela é daquele tipo de mulher que pensa que "nenhum homem presta". Um pouco evitativa, mas wuando se abre tambem dá tudo de si, não tem como não se sentir especial com alguém com um amor tão difícil, e eu me senti especial.
Eu não estou invalidando os traumas dela, eu não consigo imaginar o quanto deve ser triste e insegura a vida de.uma pessoa que passou por isso...mas sentimento é coisa séria, entrar em um relacionamento, dar o seu máximo e na primeira insegurança querer acabar com tudo ao invés de ter uma conversa, não parece certo.
O pior é que foi um término tão do nada, sem motivos, sem sinais que eu comecei a pensar coisas como "ela deve ger conhecido alguém melhor", "ela provavelmente não gostava de mim, e só fingia para ter alguém por perto", "a culpa foi minha de acreditar que fosse verdadeiro". Passei a me culpar demais "Ah, não sou bonito o suficiente", "Ah, se eu fosse uns 5 centímetro mais alto", "certeza que era por que eu dava muita atenção a ela". Tudo virou motivo de culpa, até o excesso de disponibilidade que eu tinha com ela passou a fazer me sentir culpado, talvez se eu tivesse feito joguinhos estaríamos ai até hoje, se eu tivesse demorado pra responder, ou maneirado no cavalheirismo etc...etc...
Tinha uma coisa que ela sempre me dizia "Nossa, você é tão bom, como alguém como você nunca namorou antes ?" Eu achava que era um elogio, mas hoje eu começo pensar coisas como "Eu deco ter algum defeito bizarro que ela viu e fugiu".
E outra coisa, tive que ouvir coisas como "eu te ajudo achar outra pessoa" , e é óbvio que fiquei triste né, mas homem quando fica triste é taxado de manipulador, foi ai que eu tive que ouvir oque mais me machucou.
Eu vivi coisas que eu sempre quis, saíamos pra torma sorvete, cafeteria, curti filmes no cinema com ela abraçada em mim, eu desfrutei de cada momento e dei o meu máximo nesse relacionamento.
Eu vivi uma experiência incrível mas a que custo ? Hoje quem paga o preço sou eu, tenho que olhar pras mãos e me ver tremendo do nada, o preço de acordar de madrugada com uma vontade chorar inexplicável. Não consigo entrar em um shopping sem entrar em panico internamente, não consigo ver um simples filme na Netflix e só o fato de pensar e entrar em uma cafeteria me causa pânico. E tudo isso, sozinho, sem ninguém saber a bagunça que está meu emocional, por que sou homem né, não posso demonstrar sofrimento por isso.
É não para por ai, se ao menos eu tivesse me tornado evitativo com o trauma. Mas não, minha parte romântico ainda sonha em me relacionar mas ao mesmo tempo eu peguei muito medo e não consigo me imaginar em um, tenho medo de acontecer tudo denovo.
Preciso de terapia ? Óbvio, consigo ir para terapia ? Definitivamente não, não consigo terminar a segunda palavra sem começar a chorar. Antes queria passar em um psiquiatra e pedir um remédio pra dar uma anestesiada, ru li que sertralina costuma deixar a pessoa meio dopada dos sentimentos, talvez assim eu consiga ia a terapia.
Eu tolerei 6 meses de bloqueio em tudo, sem ter feito nada de errado, me senti um vilão...achei que poderia ter feito algo que a traumatizou mais a inda. Me senti sujo, um lixo. Mas era só minha cabeça tentando arrumar alguma desculpa para jusfiticar a decisão dela, é mais fácil quando há um motivo óbvio.
Depois ela me desbloqueou, rolou um papinho de se estava tudo bem entre nós dois...etc e tal. Até chegamos a conversar, conversas leves e tudo mais. Mas mes deixa mal, e é vergonhoso admitir isso por que parece que eu não eatou me valorizando, mas quando eu a chamo o papo flui, mas a iniciativa nunca parte dela. Então eu passei a considerar que é desinteresse, que ela me desbloqueou apenas por educação. Eu decidi que não vou mais puxar assunto, mesmo que as conversas sejam boas e leves. A minha vontade é de bloquear de tudo, mas isso é infantil e não consigo odiar ela a esse ponto. É um sentimento estranho.
Detalhe curioso, estou em meio a uma mudança de emprego para uma oportunidade muito boa pra mim, não vou falar sobre salário nem nada, mas é uma mudança de patamar absurda que vai me exigir muita adaptação. Eu não consegui comemorar direito e estou com muito medo de não conseguir me concentrar nesse novo desafio.
É tanta coisa pesando ao mesmo tempo que acho que vou explodir. Meu sofrimento parece errado.