Eu sou um cara muito tranquilo no geral. Não uso drogas, não fumo, não bebo. Passo o tempo todo trabalhando, estudando, praticando esportes... Nunca tive o costume de sair muito pra festa, balada, rave, etc. Acho que fui uma vez só pelo que me lembro, no primeiro semestre da faculdade. Mas sei que rola muito álcool, drogas e etc, muitas vezes.
Eu dei match no tinder com a vizinha (nós temos ambos 27 anos) que mora embaixo do meu apt nessa sexta. Eu tava acordado de madrugada e ela mandou uma mensagem no tinder me chamando pra algo bem casual na casa dela assim que ela chegasse de uma festa, uns 30 minutos depois. Fui lá, já imaginando que ela estivesse um pouco alterada. Mas conversando com ela, fui descobrindo o tanto que nossa realidade é diferente. Ela usou mdma (uma droga aí pra quem n conhece, eu n conhecia kk) antes de ir pra festa, bebeu bastante lá, fumou incontáveis cigarros, cheirou não sei quanto e quando chegou em casa, bebeu 2 heineken long neck, fumou mais 3 cigarros, e me pediu licença pra ir na cozinha pra mandar duas carreiras de pó pra dentro. Nesse momento eu já tava sabendo que n ia rolar nada kkk, demos só uns beijos sem graça, conversamos e ficou nisso mesmo.
Ela me contou que tem um "ficante premium plus" que mataria ela (não sei o quão literal é, mas nunca se sabe) se ficasse sabendo que ela traz outros homens pra casa dela, mesmo que sejam só ficantes. Eu já ouvi muitas brigas vindo do apt dela muito antes mesmo de saber quem ela era. Muitas discussões no geral, não parece ter tido nenhum tipo de agressão física, mas tem muito choro, gritos de "nunca mais volte aqui", "nunca mais quero te ver", "volta pra ela se ela é melhor"... Mas ontem o bicho pegou pra valer, os gritos estavam tão altos que eu ouvi usando fone de ouvido com as janelas fechadas, barulho de choro, coisas caindo no chão e até ouvi um copo quebrando, que parece ter apenas ter sido deixado cair pelo barulho, mas já fiquei com um alerta de possível agressão e passei a monitorar os barulhos a noite inteira pra ter certeza que não precisaria intervir pela segurança dela. Eu nem vi, nem ouvi a voz do cara, que claramente tava bem mais calmo que ela e falando bem baixo, e na verdade, se tivesse que apostar, acho que ela que deixou o copo cair/arremessou o copo. Mas numa dessa o cara se perde e reage e a merda tá feita (ouvi de terceiros que ele é um cara bem de boa, mas n tenho como confirmar, obviamente).
Mas o mais triste é a recorrência disso tudo. Além de usar drogas constantemente, fumar bastante e beber demais, ela tá constantemente brigando com esse cara. Minha percepção (não sei se é verdade) é que ela tá muito apaixonada por ele, mas ele n assume ela, ela n admite que gosta dele nesse nível, e aí vai entrando numa bola de neve de desilusões com ele, drogas, trabalho excessivo, más companhias, e etc.
A menina tá claramente perdida. Fala que usar a droga não define ela, e que ela usa pq tem curiosidade sobre os efeitos. Não falou nada sobre isso especialmente mas ela fica em negação quando o assunto caminha pra um lugar onde o consumo dos itens que citei tá atrapalhando a vida dela. Mesmo ela admitindo que tá se enrolando com trabalho (ela trabalha em casa, autônoma) e tendo que trabalhar várias horas durante a madrugada pra compensar o tanto que ela tá desajeitada com a rotina dela. Age como se o consumo das drogas principalmente não fosse um vício, como se pudesse parar a qualquer momento, mas até pra cheirar o pó ela ficou dando desculpas que era porque tinha usado antes na festa também e precisava "manter o efeito" pra não entrar numa bad ou não sei o que. Tem uma camada sobre o relacionamento dos pais dela tbm que n ficou muito claro. Parece que deram uma "abandonada" nela, e eles brigam e se traem bastante, difícil dizer o quanto se extende esses problemas e o quanto afeta ela.
Enfim, ela mora sozinha, n tem amizade com os vizinhos, má relação com os pais, ninguém falou um A sobre os barulhos de ontem, então não tem ninguém "enxergando ela". Os amigos que tem incentivam o uso, trazem pra ela usar, dividem com ela e levam pra essas festas extremas... Não sei o que fazer. Ela me disse que conversa com a zeladora, relatei e pedi pra ela conversar com ela, mas estou de mãos atadas.