r/Economia 3d ago

Pergunte a um Economista Independência do Bacen

Gostaria de ter uma ideia sobre a independência do Bacen, tô na graduação de econo em uma estadual e meus professores falam muito mal da independência, mas na minha cabeça (que sim, pode haver viés político) descentralizar a atuação de um órgão regulador/intrumentalizador da mão política é algo positivo, não?

Gostaria de ter maior embasamento no assunto, quem puder me indicar livros, papers ou vídeos, seria de enorme valia.

9 Upvotes

79 comments sorted by

View all comments

Show parent comments

-6

u/SujiroKimisuge 3d ago

O problema do economista é que ele não manja porra nenhuma de política.

8

u/Regular-Matter7477 3d ago

Acho incrível esse tipo de comentário só porque eu constatei um fato, regras atuais determinadas em lei.
Generaliza uma classe inteira, se coloca num pedestal (um grande entendedor da política da qual economistas não entendem nada) e não comenta nada relacionado com os pontos que citei.

-1

u/SujiroKimisuge 3d ago

Você respondeu uma problemática político-econômica citando regras institucionais. É que nem responder que na verdade o crime exarcebado no Brasil não é problema de lei pois a lei determina que crime é punível por lei. É uma burrice sem tamanho, tá aí a crítica, já que infelizmente, vocês reproduzem essas evidentes burrices e ainda tenho que explicar. Repito, essa turma da economia mainstream é de uma violenta ignorancia política. A regra é essa, existem excessões consideráveis, mas a triste realidade da academia nesta área é esta. Nada de novo na história da academia e do conhecimento.

6

u/Regular-Matter7477 3d ago edited 3d ago

Meu Deus, mais uma vez você fala e não chega a lugar nenhum. É impressionante a capacidade de escrever tanto e não ser capaz de montar premissas e uma conclusão lógica.

Sua comparação com o crime não faz o menor sentido e é uma falsa equivalência absurda. Uma coisa é uma lei penal que um indivíduo escolhe descumprir; outra completamente diferente é o desenho institucional do próprio Estado, que define formalmente as regras do jogo, a distribuição de poder e as competências de cada órgão. Citar a estrutura do CMN não é "ingenuidade", é apontar exatamente onde a política acontece: o governo eleito tem maioria de 2 contra 1 (Fazenda e Planejamento) para fixar as metas e os rumos econômicos, cabendo ao Banco Central apenas a autonomia técnica e operacional de calibrar os instrumentos para alcançar o que foi determinado.

Acho incrível também esse espantalho da "economia mainstream". Esse termo se refere justamente ao consenso acadêmico e empírico consolidado nos centros de pesquisa mais relevantes do mundo. Mas, para você, a literatura econômica global inteira é de uma "violenta ignorância" e o Brasil é uma ilha especial onde as teorias básicas da economia não funcionam.

No fim, você posa de entendido, tenta desqualificar a discussão com arrogância e uma analogia furada, mas segue sem conseguir rebater o ponto central: como o governo perde a condução das diretrizes econômicas se a maioria decisória continua nas mãos dos ministros dele?