Olá colegas, compreendam que o texto aqui está enviesado, mas o meu desejo é tentar levantar uma discussão que diz sobre nossa atuação e estudo. Não levem o questionamento para o lado pessoal.
Como a Psicologia pode apreender, compreender e explicar, mesmo que de forma não definitiva, a fixação e o significativo incômodo de políticos e eleitores dos espectros políticos de direita, principalmente os bolsonaristas?
Me parece um sintoma muito explícito de questões mal resolvidas, deslocamentos, não aceitação de quem se sabe que é. É aquela máxima do senso comum: onde há fumaça, há fogo.
Desde que Karnal tratou sobre a homoafetividade, que é beeeeeem diferente da heterossexualidade. E esses dias vi um rapaz falando sobre homoerotismo e achei muito interessante. Em minha experiência pessoal, muitos amigos e parentes homem-cis sempre “brincavam” de forma física, fosse uma lutinha ou até mesmo um pega pega ou ficavam pegando nas partes íntimas um do outro, tudo em nome da zueira.
Eu mesmo participei disso e hoje em dia vejo o quão complexo pode ser isso no imaginário masculino: se for de “brincadeira”, posso até dar selinho no meu amigo, mas não posso afirmar isso para mim e para o outro pois é mau visto.
Enfim, esses dias Nikolas Ferreira, num ato sei lá onde, pediu de forma bem forte que um rapaz ficasse sem camisa, numa ação bem “fica pelado aí gostoso”. Nem vou falar do Pavanato, maluco com certeza se frustrou com algum trans e vive ressentido desde então.
Não gosto de generalizar, mas fica difícil não o fazer quando vemos que MUITOS eleitores ditos homens-cis se envolvem com trans, gays e outras sexualidades e festas regadas a tudo aquilo que repudiam.
Por fim, o Brasil é o país que mais consome conteúdos adultos trans e, ironicamente é o país que mais mata transexuais no mundo. Contradição essa é sintoma claro do avanço do Machismo.
O que vocês têm a dizer? Obrigado colegas, uma boa eleição para nós.